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(Lêda Mello) A cidade se adorna com cores e luzes. Os que ficam, os que vão e aqueles que vêm... Os que sonharam um ano com as luzes da festa E de um ano de sonho, o que apenas resta, Se dilui em três dias de festa e de luz. Na batucada que explode nem bem chega a noite, no branco que samba, na mulata que ginga, no negro que canta o samba com rima, misturam-se as raças no mesmo louvor ao rei fantasia, Rei Momo, o senhor. Sob a chuva de confetes no céu estrelado Amores nascem e, nascidos, morrem - num breve intervalo roubado no tempo - com sabor de suor, cheirando a bebida forte. Quarta-feira amanhece nos corpos cansados, nos rostos marcados, já sem a alegria da loucura , da festa, do sonho acabado, das noites que existem só na fantasia.
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